
Ontem, atravessei a rua
E a minha sombra ficou do outro lado.
(Des)assombrado olhei para ela
E ela zombava de mim.
Estava morrendo de rir.
Dava gargalhadas em escárnio
À minha condição humana.
Ria por eu ser humano,
E feliz se sentia por ser apenas uma sombra.
Senti a felicidade sua de ser sombra,
E não ter que me acompanhar.
Virou-se e andou dois passos.
Eu a segui.
Olhou-me de soslaio e tornou a andar rapidamente.
Apressei o passo.
A sombra caiu...
Gargalheando arcadas chaplinianas.
Depois levantou-se e disse-me:
Agora és tu minha sombra!
Tiago Oliveira de Sousa.
Um comentário:
PERFEITO!
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