quinta-feira, 3 de junho de 2010

VOMITANDO TINTA NO PAPEL
















Judas
foi o apóstolo que mais amei.
Foi Judas quem me pariu.
Nasci de uma caixa de música
triste
como a dançarina que pula da caixa
de Pandora
dançando e fingindo nada importar,
embalando o sonho de uma criança
qualquer,
abrindo e fechando,
repetindo a música chorada,
repetindo a dor guardada
e sentida solitariamente.
Quando a corda quebrar
e a bailarina parar
o silêncio tomará o rumo do nada.
Que um dia bíblico transforme em
paz
o que existe.
Trombetas soarão,
vermes viverão solenemente.
Que o juízo seja eterno,
que todo o mal feito
transforme o choro em sorrisos
sinceros.
Espero arduamente
a corda quebrar.


Jalna Gordiano.

2 comentários:

MARCELO FARIAS disse...

É com muito carinho que posto esta sua jóia poética aqui no Bacanal, Jalna!...

Bento Calaça disse...

a primeira estrofe é divina!
mas no restante do poema
vc se perdeu.Faltou a costura
de sua divagação com o tema proposto.

è um poema a se trabalhar pela qualidade da primeira estrofe>

jinhos ♥