segunda-feira, 8 de junho de 2009

MEDIDAS DO NOCAUTE






















Estátuas de sal crucificadas
Meu corrimão entardece
Tenho quilos de desvantagem na tua frente
Empobreço os olhares
Um beijo asséptico me condena
Tenho horrores nobres na tua frente
Encolho passáros venenosos
Um campo desnutrido me arreganha os dentes
Frente e verso de deslocamentos
Não tenho nudez
Esferas líquidas me vestem
Deduz-se que estou morta e procurada
Envolva-se com a minha vaidade
Artilharia desvirtuada de cínicos
O ritmo fervilhando
Os metros de inutilidade
Procuram-te.


Rita Medusa. Ilustração: Sempre Há Um Prisma - Rita Medusa.

2 comentários:

MARCELO FARIAS disse...

Você sempre me nocauteia com sua poesia...

Bento Calaça disse...

A Rita é hoje a poetiza
que mais me impressiona!

boa escolha Marcelo!