quinta-feira, 20 de agosto de 2009

SEM TÍTULO NENHUM (e isso não é título?)















*
tecendo um colar
de contas transparentes
eu ouvia a chuva
me dar conselhos

a vida _dizia ela_
são as pedras que você atira.
e não vá por ali,
não entre no lamaçal.

a velha senhora
me ensinava tudo
pacientemente

e então eu adormecia
escutando seus miúdos passinhos
_para lá e para cá_
no meu telhado de vidro.


Allanna

3 comentários:

MARCELO FARIAS disse...

Lindo!

Bento Calaça disse...

muito massa!
poema de quem entende do riscado!

fabiano Silmes disse...

Poxa que poema bonito...Ele é de uma sensibilidade tremenda.

Beijos