quinta-feira, 13 de agosto de 2009

MINHA LÍNGUA


















Minha lingua tarada
Deflora palavras
As revira e apalpa
Até perderem a fala

Minha língua insana
Desregrada, encanta
Mesmo em trapos de sílaba
Arde em fortes chamas

Minha língua
Sempre volta
Desonrada
E louca

Nunca morre a míngua
Sem palavras na boca.


Alana

3 comentários:

MARCELO FARIAS disse...

Não apenas sua língua, Alana, mas sua mão!... Essa "língua" que fere o papel.

Marcius.Urano disse...

Quando terminei de ler, não pude segurar minha lingua, ela queria gritar, nossa que lingua espertinhaa.

Ingrid disse...

Bacana este poema.