quinta-feira, 15 de maio de 2008

45






















Nada tenho com 45.
Cansei de sua presença
e não o convido para jantar.
Cansei dos termos pensados
e do intimismo falso,
composto, de educação.
O que escrevo não é educado.
Não teço versos afetados
para justificar uma ausência
de Deus ou transcendência.
Não usarei palavras compostas,
pois não tenho compostura.
O que digo é franco e simples,
honesto, porém aqui,
ninguém é original
como eu, visto que isso
é questão de “gosto” e espírito!



Marcelo Farias - Ultramodernidade. Ilustração: Magritte.

3 comentários:

Poeta Vagabundo disse...

gostado marcelo! bem direto!

Duda disse...

Clap, clap, clap!
Bravo! :)

Voz de Eco disse...

Gostei da dureza dos seus versos.