segunda-feira, 2 de março de 2009

BORBOLETA E MARIPOSAS























...a mãe uma borboleta
nem flor nem pássaro
uma borboleta

...o pai era um sorriso
embriagado dos perfumes
das mariposas

...as mariposas uma nuvem de putas
que se equilibrava sobre a aura de nossa casa

...a casa ora a oração da mãe
ora os perfumes das putas do pai

...eu era invisível
como o ódio da mãe
e o sorriso perfumado do pai

...um dia a casa caiu
sobre um forte temporal
vi minha mãe partir em silêncio



Calaça

2 comentários:

MARCELO FARIAS disse...

Acho que João Cabral de Melo Neto bebeu e delirou...

Bento Calaça disse...

valeus, Marcelo!

obrigado pela divulgação dos meus
poemas aqui em teu espaço!!


abração camarada!