
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
POODLES VITORIANAS

sábado, 6 de dezembro de 2008
Construção
Resta, como não há esperança, o descuido
os homens põe-se a sonhar
e acabam desdobrando a vida
em pedacinhos de cimento
e descuidam da certeza
Eu, que há muito não vejo janelas,
faço força rumo ao teto
minha parede e poucas manchas
mas existem
pois descuido também
As manchas de minha parede são reflexos
dos meus descuidos e dos desdobramentos da vida
que, ainda em pedacinhos, são cimentos
em formas ignoráveis
sandias
assustadas
feliz será o dia em que a morte não fizer sentido
ao menos aos desdobrados
que do cimento sairão coroados
com a simplicidade do cimento em forma
eu continuo o mesmo
olhando minha parede e minha vida
não faz sentido
mas, ao menos, está em quadradinhos
todos aceitáveis
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
DESTILADOR
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Notre Sang.

Por acaso soubestes, qual força nos envolvia?
Quais sons profanos tu emitia;
Para que eu fosse amaldiçoada por inteiro?
Seu demônio ligeiro!
Trancastes-me dentro de seu peito,
E com desrespeito, me tirou o fim.
Me dando a vida eterna...
Devolva-me à ela! Òh, sentimento mundano!
Seus sons de tamanha proporção,
Me fazem gritar de emoção...
E me comandam por um inferno perfeito.
E já não me atrevo a tentar;
E nem ao menos tento.
Deixo.
“Re-deixo-te”!
Alimento-te com uma alma estranha;
Completamente banhada em lama,
Na qual estive submersa por anos.
Já não sinto.
Minto.
Sinto muito;
Teu puro afago, banhado em almas vadias;
Acompanham suas mãos frias,
Por dentro desses cálices profundos.
E pra você:
“Que se dane o mundo
Tenho comigo um belo cajado,
E poderia jogar carteado,
Com essas almas que possuo...”
Cruel.
Não, melhor!
És um resto de areia
Que apenas me cega, e se faz poeira
Diante de meus olhos.
Vá-se!
Deixe-se ir!
Não se permita prender agora;
Encontraremos-nos outrora;
Talvez numa outra estória...
Escrita por suas insanas mãos.
-14/11/2008.
POLAROID

terça-feira, 2 de dezembro de 2008
A FEBRE CAVA TEU DORMITÓRIO

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
SONETO CHEIO DE LIBERDADE

