terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Noite Sem Nome


















O que é noite aqui,
Para mim
Deveria chamar-se outra coisa.

Há um vazio completo de nada.

Aquele vazio do tipo
Que nunca passa
Despercebido.

Quando os arranha-céus não existem
O céu escuro abraça até o limite
Que as serras velando a cidade permitem.

A escuridão é maior.

Marcante, lá no alto,
É a Igreja que alumia
As vielas e o povo,
Mais que o próprio dia.

É nessa noite ainda sem nome,
Que Nossa Senhora ou
Qualquer um desses santos,

Renova a fé
Do povo Interiorano.

André Espínola.

3 comentários:

MARCELO FARIAS disse...

simples, porém vai ao âmago da alma humana.

Me Morte disse...

Simples como tem que ser para se tornar belo. Esse cara ganhou minha admiração, algo aconteceu e eu não vi, o estilo mudou completamente.
André, sou tua fã.
Beijos

Ana Kaya disse...

Que lindooooo, parabéns.