quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

SONETO DO LIVRE-ARBÍTRIO



















Sinto a piedade atravessando meus olhos,
cobrindo-me em manto branco. Apoderam-se,
profetizam minha infelicidade. Estancam-me
com suas línguas frias, lambem-me as feridas.

Deixem-me livre ao vínculo que escolho e nada
cobro. Nada perdi. Eu primavera. Queima
o Sol, descem folhas e nas noites frias, ligo às
frestas da janela entreaberta à boca em espera.

Vejam! o fogo que queima, não combato. É vida
plena e ainda que reste em tristeza, me foi beijo
de alegria. Não me peçam trégua se assim quero:

O que surgiu à minha frente, vivi nas mãos suas
além das paragens conhecidas da existência. Divino
ter. Planos sem danos, sem início, sem meio, sem fim.



Ivonefs.

2 comentários:

MARCELO FARIAS disse...

Quem se deu o direito a si mesmo vive isso!

JC digital disse...

;D

interessante.