domingo, 2 de março de 2008

Lodo Vivo

















Abaixo a coisa do tempo medido
que prende aqui
prende ali
não solta!

abaixo a discrepância do espaço psicológico!
que pega no pensar
uma praia
fugidia...
e transforma no ponto chave da narrativa

abaixo o narrador onisciente
abaixo o narrador testemunha
abaixo o narrador "terceirapessoa"
abaixo...

abaixo o clímax indevido
fora de hora
impreciso
dono de resposta que a leitura prazerosa não pede.

abaixo o literato que,
dono de si,
acha respostas onde nem o perguntante as busca

abaixo a literatura que não é paixão
não comove e
se move
como se da prova-dos-nove
tirasse a beleza

abaixo a estética que não
prova,
não desova
não se renova
num querer lúdico de se fazer inovar...

3 comentários:

MARCELO FARIAS disse...

Porra! Caralho! (acho que vindo de uma cara porre, isso resume o o sentimento cometário).

marcelo disse...

Traduzindo: Muito bom!

Ana Kaya disse...

Zé que maravilha de texto, prende a atenção do início ao fim.
Muito bom. Parabéns.