domingo, 2 de março de 2008

Todas as noites são iguais























Passo o dia planejando dormir cedo. Deito-me, vitoriosa, a meia noite. Quinze minutos se passam e eu me levanto pra fazer xixi. Deito. Recebo uma mensagem de texto. Meus olhos se assustam com a luz do celular. Volto a fechá-los. Passo meia hora imaginando conversas que nunca existiram.

Falo sozinha, brigo comigo, xingo-me de alguma coisa e peço desculpas a mim mesma. Prometo parar de encher meu saco. Rio de mim e me viro na cama. Quase cochilo. Levo um susto e me levanto. Vou até o banheiro, e depois até a cozinha. Abro a geladeira e não encontro nada que satisfaça a minha imensa vontade de sei-lá-o-quê. Chego a conclusão de que eu gosto do que não existe. E o pior é que eu acabo nunca dizendo o que eu quero dizer. Se isso é o problema ou a solução eu não sei, mas depois de muito meditar, resolvi editar tudo o que o coração me ditar.

Devaneios à parte, resolvi deitar novamente. Mal soltei meu peso sobre a cama e me veio um estalo. Já passava das três. Levantei-me de novo e o encontrei: o chocolate. Quebrei um generoso pedaço e voltei pro quarto. Tornei a apagar a luz e - sem escovar os dentes - dormi.



- Duda de Oliveira.

4 comentários:

Duda disse...

E a minha ilustração, Marcelo? haha :P

MARCELO FARIAS disse...

Tá ai, agora!

marcelo disse...

Você é uma PUTA cronista! (não uma cronista puta, mas isso não reduziria o seu talento!).

Duda disse...

Hahahhahahaha!
Obrigada, obrigada ;* ;* ;*