
Eu dançarei sobre teu túmulo
Paganismo inerte
Música que aprendi de ouvido
no pulsar envenenado
que me perverte mas sustenta o fôlego
Desfarei no giro dos quadris
A mandinga e a modorra
que lançaste-me sobre a libido
Terei teu jazigo revolvido
e até o verme cuidarei que morra
sob as coreografias febris
Ocorre que as hordas infernais
são palavras esmurrando minha porta
e as logro no encanto das cantigas
E entre ritos novos e práticas antigas
vislumbro-te carne exposta
nas manchetes dos jornais
Breve dançarei sobre teu túmulo
Iriene Borges
5 comentários:
BACANTE!!!...
Sensacional!
Muito bom!
Vim agradecer pela postagem e me vejo reverenciando o bom gosto da foto maravilhosa. Adorei
Obrigada
Vim agradecer pela postagem e me vejo reverenciando o bom gosto da foto maravilhosa. Adorei
Obrigada
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