terça-feira, 1 de abril de 2008

A CORDA
















Das órbitas saltavam lágrimas insolúveis e inquietas, depreendidas em desalinho.

Sentia-se acre, mordiscando a língua que gotejava, na gravata cáqui, baba salina. No CD player, arremedos de folk, enquanto se debatia efusivamente e o roxo entoava e delineava a textura dos lábios... faltando-se a si mesmo. O sabor da jaca, do primo porre, o sabor da mãe a catar piolhos. De todas as arestas, odores sucidas encorpavam o ambiênte.

Da parede, Sartre observava tudo, em silêncio.



Muryel.

6 comentários:

Galmaran disse...

See please here

MARCELO FARIAS disse...

Sartre analisando Durkheim.

Ana Kaya disse...

Outra vez, pequenino.

O que é que o pessoal aqui tem que só escreve pouquinho?
Acho que sou eu que gosto de abundância.

Taty-chan disse...

Sou fã demais demais!

Poeta Vagabundo disse...

mantendo padrão de qualidade

Ana Kaya disse...

Triste o texto.
Um suicídio é sempre triste.
Soube expressar muito bem em tão poucas palavras.