quinta-feira, 21 de janeiro de 2010























Vim do mais baixo clero,
do mais baixo meretrício.
Sou o torpe monge bêbado
de olhos aguados.
Um rei pagão no panteão,
dândi esfarrapado.
Enxugue os pés nos meus cabelos,
sou o mais servil dos mestres,
mais velho neófito.

Queres se afogar?
Olhe-me por dentro!...


Artur Farrapo - Revista Sirrose IV. Ilustração: Ramakrishna, o "louco de Deus".

6 comentários:

MARCELO FARIAS disse...

Foda!... Só o que eu posso dizer...

diego-moraes.blogspot.com disse...

LER os poemas do farrapo é mais proveitoso que converte-se ao budismo ou ALÁ.

O LEQUE disse...

um poema cristalino e sujo.
É foda esse camarada.

O LEQUE disse...

um poema cristalino e sujo.
É foda esse camarada.

Virgílio disse...

Marcando presença neste requintado espaço, comento o poema do caro Arthur Farrapo, este vagabundo iluminado. Ouvindo Clementina e convidados enquanto leio o blog, um mini-êxtase apresenta-se no horizonte da mente. É a mais honesta auto-descrição de um diamante porra-louca. Parabéns, farrapo.

Trish River disse...

A-do-rei.