sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

MIRAGEM















*

As asas imensas
que transportaram
voaram Saaras.

As árias intensas
que a conduziam
calaram Marias

das Dores,
das Graças,
das Virgens

_na areia solta
pegadas das caças

tudo miragem... será?

Em que pesar?
Onde pousar?

A alegria se revira
até os dentes
e se contorce.

O peito tomba
e a boca beija
o que encontra:

_Um solo árido,
desaponto,

em tese _Já é muito tarde
nada peça!

e seu grito... era dentro.



Ivonefs.

Um comentário:

MARCELO FARIAS disse...

Chega a ser onírico.